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16 de dezembro de 2011

Depois admiram-se...



Aqui há uns tempos atrás o meu homem, após vários anos de inércia física, decidiu juntar-se com os colegas de trabalho e irem dar uns chutos na bola. Não sei ao certo quanto tempo foi o jogo, mas sei o que se passou nos dias seguintes. Era vê-lo, qual velho reumático, a mexer-se lentamente pela casa. Arrastava os chinelos e para se levantar pedia licença ao pé direito, depois ao esquerdo, novamente ao direito, esquerdo, e depois é que se levantava.


Escusado será dizer que eu me fartava de rir. Se isto, por si só, já tinha piada, imaginem vê-lo a fazer a nossa cama, deitado nela. Sim, leram bem. Estava a fazer a cama, deitado na própria.


Não preciso dizer mais nada, certo? Depois admiram-se de nós "gozarmos" com eles...

12 de dezembro de 2011

Calores noturnos



Ontem, não sei o que se passou comigo, mas estava na cama com um calor descomunal na cara. As minhas bochechas pareciam uma chaleira em ebulição. Nisto, viro-me para o J. e digo:


"Amor, preciso de alguma coisa fresca para pôr na cara"


Nisto, ele mete as mãos na minha cara. [Mãos essas que costumam estar sempre frias, mas ontem, azar dos azares, estavam quentes].


"Estão quentes. Não tens aí nada mais frio?"


Diz-me ele: "Tenho, os pés!"


Agora, estão a pensar que ele me meteu os pés na minha cara... pois, mas não. Acabou por meter o telemóvel dele nas minhas bochechas. Passado um bocado, lá consegui arrefecer e acabei por adormecer...

7 de dezembro de 2011

Como começar o dia a sorrir

Mensagem da minha mãe:


"Bom dia. Acordei com um dilema: A Wiki concorreu à universidade e esta noite os colegas telefonaram a dizer-lhe que entrou. Agora, como isto anda tão mau, quem é que lhe vai pagar as propinas? Eu não posso, mas é uma pena... ela é tão inteligente."




Devo referir que a Wiki, bom... é uma gata.

21 de novembro de 2011



Quando criei o blogue a intenção de me manter anónima era para prevalecer. Contudo, há coisas que acabam por cair por terra. Neste caso, ainda bem que caiu.




Uma ressalva: M., se fores uma assassina, eu sei onde tu moras! Fica o aviso! ahahaha

3 de outubro de 2011

O fim de semana





Sábado:
Acordei às 11h. Preparámos o almoço a dois.[Caldo verde. Panadinhos com batata frita. Salada de pepino. Fruta variada. Café nespresso.]. Limpar a cozinha [bancadas, placa fogão, micro-ondas, frigorífico, azulejos, chão]. Despedir do meu amor [esta parte que custa]. Limpar o pó da sala. Aspirar o chão da sala. Passar o mesmo com a mopa com o produto específico. Segue-se o corredor. Idem para o pó. Aspirar e mopa. Segue-se o escritório. Idem para a limpeza do pó [com uma estante enorme a tarefa é mais morosa]. Aspirar e mopa. Segue-se o quarto de hóspedes. Idem pó, aspirar e mopa. Por fim, o nosso quarto. Depois de deixar a cama e o quarto arejar um bom bocado, seguiu-se a limpeza do pó. Aspirar e passar com a mopa.



Já acabei? – Perguntam vocês.
Não. Ainda não. A seguir a isto ainda fui desentupir os canos dos dois wc´s que teimam em não nos dar descanso [ao dia de hoje, já estão 100% operacionais]. Depois disto, ainda passei a ferro [durante uns 40/50 minutos]. Ainda fiz um bolo de canela [a coisa não correu muito bem, diga-se, mas para a próxima sai melhor].



...

Passava da meia-noite quando ele chegou. Veio dar-me um beijinho [vários], um abraço e dizer que me amava. Saiu em direção ao escritório e eu adormeci.


Ser dona de casa é isto. E se é verdade que muitas das vezes faço as coisas contrariada, porque o sofá chama por mim, também é verdade que adoro limpar a nossa casa e deixar tudo nos "trinques". E não, não me posso queixar do homem que me calhou na rifa. Só não ajuda mais porque os horários não o deixam. Além disso, o strogonoff que ele faz é tão, mas tão bom, que qualquer falha, é logo sanada com uma garfada do dito manjar.

16 de setembro de 2011

Tens cara de totó*



Este querido está sempre a galar-me aqui no office. É que é todo o santo dia.



*mas eu gosto de ti

12 de setembro de 2011

Body vs fraldas

Isto de andar com um body é muito giro e na moda, mas na hora de ir à casinha de banho fico sempre com a ideia que pareço um bebé a trocar a fralda... tudo por culpa das molas de pressão que o body tem... Oh vida a minha.






7 de setembro de 2011

Update



A inquilina faz anos no dia das bruxas. Pronto, era só isto.



6 de setembro de 2011

A inquilina



Desde que chegou ao office, a inquilina, tem-se portado como um leão na selva. O leão é, de facto, o rei da selva. A inquilina, não. A inquilina chegou aqui há menos de uma semana. A inquilina, quando muito, é um macaco daqueles com o rabo assado e vermelho.



Logo no primeiro dia, uma das colegas perguntou-lhe se ela precisava de uma caneta [A inquilina estava a receber formação, e poderia precisar de papel e caneta para fazer os seus próprios apontamentos]. A inquilina, com o seu ar de leão na selva, respondeu que não precisava. Disse e passo a citar: “Não, obrigada. Uma jornalista anda sempre preparada. Anda sempre com uma caneta”


De notar, que ela não está a fazer trabalho de jornalista aqui nem nada que se pareça. Está sim, a fazer trabalho administrativo. Daqui, podemos concluir que a inquilina [logo no primeiro dia] quis dar o ar de sua graça e presentear-nos com um “ olhem para mim… tenho um curso de jornalista, por isso não sou qualquer uma, sim?”

Já estou a imaginar alguém que tirou o curso de direito [e por este ou aquele motivo está a trabalhar noutra área] e alguém lhe pergunta:

"Precisas de um bloco de notas?"
- Ah, não. Um advogado anda sempre com um código civil em branco.

Ou então, alguém que tirou medicina:

"Precisas de um x-ato?"
- Ah, não. Um médico anda sempre com um bisturi.

A inquilina é cheia de sorrisos pela frente, mas mal viramos as costas ela olha-nos de alto a baixo. A inquilina diz que o trabalho que lhe deram para fazer é “super fácil”. Ai é? Ainda bem, digo eu.

No segundo dia de formação, a inquilina pede à colega para parar um bocadinho. O telemóvel dela tocou, e parece que era uma emergência familiar. Uauuuu. Está a receber formação, e tem o descaramento de estar a mexer no telemóvel. Ah e tal, podia estar alguém a morrer - pensam vocês.
Não! Era o namorado a dizer-lhe que tinham a casa com formigas. Emergências destas é que vocês não estavam à espera! Nem eu, diga-se de passagem.

A inquilina ontem levantou-se da cadeira e veio meter-se numa conversa entre mim e uma colega. Tudo isto passou-se em 4 dias. Até me arrepio só de pensar o que para aí vem.

24 de agosto de 2011

Pizza e minis



Hoje é dia de futebol - dia de pizza e minis.


[Eu vou trocar as minis por um pratinho de sopa, verdade seja dita.]

Almas caridosas deste país



Dava-me jeito uns euros a mais para mobilar a sala, o quarto e o quarto de hóspedes. A cozinha está praticamente no ponto, idem ao escritório, idem à entrada. Alguma das minhas queridas [e lindas] leitoras, me quer ofertar um cheque rechonchudinho?



Ficava imensamente agradecida.

22 de agosto de 2011

Nomes esquisitos que eu dou às coisas



Picorinis, vulgo palmiers.





Para mim não há cá palmiers para ninguém, é picorinis.


"Amor, apetece-me um picorini" - digo eu lá em casa.

30 de março de 2011

Música para procriar

Esta é uma das tais. Acredito que muitos de nós fomos concebidos ao som do mítico Oceano Pacífico. Vai daí, segue uma musiquinha para o efeito. Vamos todos contribuir para a natalidade deste pequeno país.

Quem não contribuir é choné.


ahahahaha

(delírios, muitos são os delírios)

17 de março de 2011

Enxada


Dei por mim a recordar o dia em que levei com uma enxada no rabo e o cabo da mesma partiu-se.


Já na altura tinha o rabo rijo, é a conclusão a que posso chegar. Ou isso, ou o cabo já estava podre.




ahahahaha

11 de fevereiro de 2011

Amor



O meu homem anda carente. Vai daí aqui a menina decidiu dizer-lhe ontem que a lingerie que comprei, me fica a pampar.
Pelos sorrisos que ouvi do lado de lá do telefone, acho que ele ficou bem mais disposto.


Aiiiiiiii que sou tão querida...

9 de fevereiro de 2011

Novidades

O contrato de promessa de compra e venda já está assinadinho. Coisa mai rica :) Afinal, se tudo correr bem, vamos para um 4º andar.
Com o meu dom para as vertigens, espero que a coisa não corra muito mal.
Escusado será dizer que ando uma pilha. A minha sorte é que não me dá para ficar mal dos intestinos...
(risos)

28 de janeiro de 2011

Sonhos


Ultimamente os meus sonhos são sempre iguais.

Incluem...

casas
bancos
spreads
TAE´s
TAER´s
períodos de carência
diferimentos


Estou louca, portanto. Se for parar a uma instituição para pessoas dementes, não se admirem.

26 de janeiro de 2011

Encontro imediato com o ex


Estão a imaginar o ex melga? O típico melga, sabem? Aqueles que por muitos anos que passem (e acreditem, já passaram alguns) ele não larga a barbatana?

Agora imaginem ele - o melga, ser o condutor do autocarro que eu apanho todos os dias para ir do trabalho para casa.

Estão a visualizar a coisa?

Já é o segundo encontro imediato que tenho com ele. Devo confessar que vê-lo não me aquece nem arrefece, mas preferia não o ver... é uma verdade.

Já casou, teve um filho, já se divorciou... e em todas estas etapas não me largou. Mensagens atrás de mensagens, convites atrás de convites.

A maior parte das vezes nem resposta lhe dava. E quando dava, era sempre um redondo NÃO.

Ora agora, aparece-me a conduzir o meu bus? Olha que sorte a minha.



Sabem que mais? Vou à bruxa!Conhecem alguma? (risos)

19 de novembro de 2010

Cimeirinha cimeirinha


Já viste que por tua culpa grande parte dos trabalhadores da função pública está hoje por casa? Achas isto bem? Com o estado em que a nossa economia se encontra, achas bem o que fizeste? As escolas estão fechadas, centros de saúde fechados, repartições de finanças… é que não se vê quase ninguém na rua. Era preciso isto tudo, cimeirinha?

Sempre gostei de ser do contra e só por isso, hoje, vou matar-me a trabalhar. Só para aprenderes a não dar pontes a um País que precisa de labutar. Sim, eu gosto de labutar. Também gosto de pontes, gosto. Contudo, labutar traz-me uma certa alegria. Sabes aquele sentimento de utilidade? Pronto, é isso. Gosto de me sentir útil.

Li outro dia que “um dia de paragem custa ao País 72 milhões de euros.” A função pública representa cerca de 12,5% da população activa, cimeirinha!
Está bom de ver que além de paralisares esta percentagem significativa, paralisas uma outra tanta do sector privado, que se ressente dos efeitos da mesma.

Portanto, espero que esta tua presença em Portugal traga mesmo boas notícias. Caso contrário, sou menina para me chatear contigo, ainda mais!

Com apreço,

Ana – Uma trabalhadora humilde do sector privado