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31 de outubro de 2011

Prazeres gastronómicos

Devo confessar que já andava deprimida por não conseguir encontrar uns cereais decentes para a minha pessoa. Como sabem, a maior parte dos cereais que se vendem têm açúcar - mesmo aqueles que se dizem integrais. Se há coisa que me irrita, mais do que ter de tomar insulina diariamente, é as cadeias de supermercados terem poucos produtos para aqueles - que como eu - precisam de produtos específicos. No meu caso, produtos sem açúcar.


Sou diabética há sensivelmente 10 anos e durante estes anos posso dizer que ando a comer sempre as mesmas bolachas. Uma seca, portanto. É deprimente ir às compras e ver toneladas de bolachas, tortas, bolos e bolinhos e não encontrar nada de novo para mim. É sempre a mesma coisa. De tão farta que ando, acabo por nem comprar bolachas nenhumas.


Este sábado, como que por milagre, encontrei uns cereais maravilhosos e sem açúcar. Como sempre, o preço é puxadote. Paguei cerca de 5€ por uma mísera caixa de cereais. Monopólios há parte, estou feliz por ter encontrado algo novo para petiscar. O meu novo vício agora é este:




Corpos Danone - Morango Maçã Vermelha


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Dorset Cereals - simply delicious muesli

27 de setembro de 2011

Limbo*



Há momentos da minha vida que não recordo [poucos, é certo]. Se há coisa que me deixa deprimida é isso. É não me lembrar do que fiz, do que disse. Já não me acontecia isto há anos.


Domingo, aconteceu. Na minha cabeça tenho alguns vislumbres. Pedaços de um filme que vi aos poucos. Não consigo distinguir bem a realidade do sonho. Nestas alturas, sinto-me uma incapaz, e sinto que tenho um problema. Só aí.


Levo os meus dias na maior das calmas, com a mesma rotina diária de sempre. Medir a glicemia, injetar insulina, ter cuidado com o que como, beber água... É só aqui que a minha rotina difere da de outra pessoa. Fora isto, tenho uma vida absolutamente normal. Quase que nem sinto que sou diabética.


Quando me calha destes episódios, é que vem à tona o que tenho. Após o dia de aniversário, com alguns doces à mistura, cansaço extremo, o resultado veio na manhã seguinte.


Parece-me que praguejei, não quis acordar para dar insulina, fui rude com o J.... e não recordo nada disto.


Para mim, tudo parecia um sonho na altura. Não era. Depois seguem-se as perguntas.


- Amor, eu tratei-te mal?

- Não, amor.


- Amor, eu bati-te? [sim, uma vez deu-me para magoar a minha mãe]

- Não, amor. Mas... não te lembras mesmo de nadinha? É que estavas a falar normalmente, por isso que nunca pensei que estavas com hipoglicemia.


- Não, não me lembro...




Fiquei triste. Porque é triste. É triste ver que por momentos não estive ali. E o que me assusta, é saber onde é que eu estive... Onde é que eu estou quando tenho destes episódios.




*[Encarem isto como um desabafo]

19 de setembro de 2011

11 de agosto de 2011

Que belo começo de dia



Se virem alguém a cambalear pela rua, com um andar esquisito e sem o mínimo de equilíbrio, lembrem-se que essa pessoa pode não estar bêbada. Pode estar com uma hipoglicémia matinal.



Começar o dia assim é coisa para me deixar muito bem disposta. É.

21 de julho de 2011

Mimos ao jantar



Por esta altura está o meu homem na cozinha a fazer uma coisa destas. Hoje, há jantar com os sogros, o primeiro lá em nossa casa.


Hoje, só hoje, vou deliciar-me com uma fatiazinha disto. A ocasião merece, eu também. Os diabretes não se vão importar.